Mostrar mensagens com a etiqueta Melhores de 2011. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Melhores de 2011. Mostrar todas as mensagens

31 dezembro 2011

2011 - Filmes

Foi um ano de muitas falhas. Todas as listas são seguramente provisórias, mas esta é mais que a dos outros anos. Aqui vai:

1. Sangue do meu sangue de João Canijo
2. Isto não é um filme de Jafar Panahi
3. O estranho caso de Angélica de Manoel de Oliveira
4. Meek's Cutoff de Kelly Reichardt
5. Essential Killing de Jerzy Skolimowski
6. Road to Nowhere de Monte Helman
7. True Gritt dos irmãos Coen
8. Winter's Bone de Debra Granik
9. Tournée de Mathieu Almaric
10. Another Year de Mike Leigh

BOM 2012!

28 dezembro 2011

2011 - Discos (Ordem Alfabética)

Bon Iver - Bon Iver
Death Cab for Cutie - Codes and Keys
Feist - Metals
Fleet Foxes - Helplessness Blues
James Blake - James Blake
Linda Martini - Casa Ocupada
Metronomy - The English Riviera
Paus - Paus
PJ Harvey - Let England Shake
Real Estate - Days
The Black Keys - El Camino
Tom Waits - Bad as Me

26 dezembro 2011

2011 - Livros


Em termos de livros, 2011 foi marcado essencialmente por dois escritores.


Um, o norte-americano Jonathan Franzen, e Freedom (2010) e The Corrections (1999), lidos por esta ordem, dois preciosos frescos de duas épocas diferentes filtrados pelo olhar de duas famílias do Midwest, pais e filhos em busca da melhor forma de lidarem com as suas vontades e desejos. Extensos e pormenorizados, ou não fosse Franzen um seguidor da escola russa do seculo XIX, são dois livros fantásticos para se compreender as respectivas épocas em que foram escritos.


Outro, o português João Tordo e O Bom Inverno (2010) e Hotel Memória (2008), também lidos por esta ordem. O primeiro é um extraordinário romance contemporâneo, cinematográfico e acessível, onde a premissa "à Antonioni" é desenvolvida com destreza e de forma empolgante. O segundo é um livro menor, mais fragmentado e com uma evolução narrativa desigual, que ainda assim não esconde o talento do seu autor.




Menos importante durante o ano que correu foi a leitura de dois tomos de Roberto Bolaño. Depois da leitura marcante de 2666 (2004), Estrela Distante (1996), novela sobre um escritor chileno desaparecido de tons autobiográficos e Nocturno Chileno (2000), febril noite de recordações de um padre poeta e crítico literário passando em revista uma vida cheia de eventos, aparecem como que ensaios para o livro supra-citado, compêndio das obsessões do autor. O primeiro ainda é um livro embrionário, segunda tentativa de um escritor marcado para voos mais altos, o segundo já se aproxima mais, no seu onirismo e no seu stream of consciousness, do virtuosismo que depois lhe seria reconhecido. Ainda assim, continuo a achar que a leitura das mil páginas de 2666 poderá facilmente substituir a destes dois pequenos livros.


De resto, houve Livro (2010) de José Luis Peixoto, um Peixoto menor, competente mas a faltar-lhe o fôlego e a originalidade de Nenhum Olhar (1999); O Tigre Branco (2008) de Aravind Adiga, entusiasmante olhar sobre os novos ricos da Índia enquanto potência emergente; Aproveita o Dia (1956), a minha saborosa introdução aos homens em queda de Saul Bellow; comecei a ler o apocalipse dos trabalhadores (2008) de valter hugo mãe, mas não apreciei nem o tom sentimental omnipresente nem a grafia apenas em caracteres minúsculos; seis anos depois de o adquirir, terminei finalmente a leitura de The Plot Against America (2005) de Philip Roth, extraordinario “what if” histórico onde o autor se confronta não só com a posição histórica dos judeus na América como com as tendencias isolacionistas de alguma direita republicana; e, com Extensao do Dominio da Luta (1994), estreei-me na obra de Michel Houelbecq com uma novela tremenda de mal-estar civilizacional e desespero urbano, com um estilo afiado e conciso num ambiente geral de cortar a faca.



Como o Natal trouxe Just Kids (2011) de Patti Smith e Anatomia dos mártires (2011) de João Tordo, serão esses os primeiros livros a ser lidos em 2012.